DISCLAIMER: Cada vez mais tem ficado claro que o autor gosta de promover conteúdo problemático, menospreza outros estilos de jogo que não a OSR e prefere ficar falando que coisas tem que ser “sem política” enquanto lida com elementos claramente politizados, sejam conteúdos ou outros membros da comunidade.
Vou deixar a página de Knave aqui porque realmente acredito que o livro serve bem pra inspirar mecânicas e temáticas caso você já o tenha, mas não recomendo apoiar o Questing Beast diretamente.
Também sei que existem muitos módulos e aventuras bons feitos pra serem rodados com Knave e recomendo dar uma olhada neles, dado que não tem afiliação com o QB e são fáceis de ser adaptados pra outros sistemas.
Knave é um OSR bem simples e direto ao ponto, com toda a coisa de compatibilidade com D&D antigo mas bem conciso.
- Não vou fazer uma página pra cada edição porque não quero replicar o texto lá de cima.
- A primeira versão são algumas páginas de regras só, com algumas outras de tabelas aleatórias. Já a segunda é um livro maior com um “núcleo” de regras definido no começo e vários procedimentos espalhados pelo resto do livro, mas com um ar bastante opcional. No livro, cada aspecto do jogo (masmorras, feitiços, antecedentes, etc) tem uma ou mais tabelas com d100 opções, o que é bem legal.
- Boatos que “as pessoas” não gostaram tanto do segundo livro mas apreciam muito as tabelas aleatórias. Eu não li todas as regras do segundo livro então não sei se sou “as pessoas”.
- Achei interessante que ele te deixa trocar entre rolagens feitas só pelos jogadores e rolagens feitas tanto por eles quanto pelo GM.
- Na primeira edição, isso é feito com cada número que seria um Ability Score em D&D sendo sua “defesa” (quanto o inimigo precisa rolar pra te acertar) e a diferença do Ability Score pra 10 sendo seu modificador (quanto você soma na sua rolagem). Muito elegante e fofo como ele adere ao zeitgeist de D&D mas faz os números serem igualmente úteis.
- Na segunda edição, o jogador só tem os modificadores na ficha de personagem. Menos fofo, mas mais direto. Tem um bloquinho de texto ensinando a reverter as rolagens usando modificadores dos inimigos e por mais que funcione acho que é meio wonky.
- Gosto de como ele foge de algumas clássicas de D&D como classes, por mais que ele tente muito ser o mais compatível o possível com D&Ds antigos.
- Eu gosto de como a segunda edição adiciona uma camada nova na mecânica clássica de HP, com um sistema de feridas que ocupam seu inventário. Ainda escala com Constituição, deixa os jogadores mais resilientes (bom ou ruim dependendo do público alvo) e encaixa com toda a dinâmica de gerenciar inventário que o pessoal da OSR gosta tanto.
- Acho engraçado como ele coloca notas sobre o design no meio do texto da primeira edição, em itálico. Sou a favor desse tipo de comentário e mesmo sendo bem sucinto, não sei se é o melhor uso do layout.
- Infelizmente, Knave tem um dos melhor feitiços de todos os tempos: Snail Knight.