Na minha opinião a obra-prima do Chris MacDowall, Electric Bastionland é a continuação/atualização de Into The Odd.
Cheguei a jogar um pouquinho mas não interagi o suficiente com as mecânicas pra falar delas (acho que esse é o ponto), então vou falar da estética. É essa cidade surreal e “eletro-mágica” chamada Bastion, onde o seu personagem teve uma Carreira Fracassada e agora precisa pagar uma dívida gigantesca. Agora você precisa navegar os bairros labirínticos da Cidade, fugir dos credores pras Terras Profundas, tentar encontrar algo de valor no Subterrâneo ou até se perder com os aliens nas Estrelas Vivas.
Uma das partes mais impressionantes é que o jogo não te explica em parágrafos compridos o cenário, ele joga nas suas mãos 100 Carreiras Fracassadas, cada uma com 36 opções de detalhes diferentes - e você lê umas 2 ou 3 e descobre tranquilamente o tipo de mundo e o tom de Electric Bastionland. Só em Bastion uma Sussurradora de Máquinas, um Resto-de-Naufrágio e um Crítico Fugitivo devem 10 mil novas-libras para a Sociedade das Ninharias, o que significa que eles tem que pagar a dívida em trocados.
Obviamente existem orientações de GM detalhando melhor como exatamente explorar os diferentes aspectos desse jogo (muito boas por sinal), mas ele se apresenta de uma forma anti-canônica muito bem feita. Além dos conselhos gerais pra conduzir a experiência de jogo, pra todos os tipos de regiões que os jogadores podem explorar existe uma página de dicas de como caracterizar esse lugar, organizadas em blocos simples de 3 itens de texto cada. Coisas como tratar Bastion não como uma cidade qualquer, mas como um desafio constante - pegar um trem tem que ser tanto uma aventura quanto o ponto de interesse em que você quer chegar pegando o trem - e como contrastar isso com o Subterrâneo, que deve ser ainda mais estranho do que a cidade, por exemplo.